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Messi Encerra Era com a Argentina Após Despedida Diante do Benin

Nesta terça-feira, Lionel Messi joga sua última partida pela seleção argentina, em um amistoso de despedida contra o Benin. O momento marca o fim de uma trajetória de 21 anos vestindo a camisa albiceleste, período em que o craque se tornou o maior artilheiro (125 gols) e o jogador com mais partidas (207) da história do país. Mais do que uma estatística, é o fechamento de um ciclo que redefiniu o que se espera de um atleta em competições internacionais.

Poucos trajetos no futebol mundial carregam tamanha amplitude de conquistas e reviravoltas emocionais. Para quem acompanhou cada capítulo dessa jornada, relembrar os números e os títulos é quase like revisar a própria história recente do esporte - e, para os fãs que gostam de acompanhar os grandes momentos do esporte com a mesma intensidade de quem aposta em um jogo burning hot, a carreira de Messi pela Argentina ofereceu tensão, drama e redenção em doses generosas, do início discreto em 2005 até a glória máxima em 2022. jogo burning hot

Os primeiros passos e a estreia precoce no Mundial

Em 17 de agosto de 2005, aos 18 anos, Messi entrou em campo pela primeira vez com a camisa da Argentina, substituindo Lisandro López em uma vitória por 2 a 1 sobre a Hungria. A estreia, no entanto, durou apenas 47 segundos - tempo suficiente para ele ser expulso de forma severa. Menos de um ano depois, já estava na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, onde se tornou o artilheiro mais jovem da história da seleção em uma Copa, ao marcar e dar assistência na goleada por 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro. A eliminação nos pênaltis para os anfitriões nas quartas de final não ofuscou o anúncio de um talento que viria a dominar o futebol mundial.

Ouro olímpico e a dor das finais perdidas

Em 2008, Messi conquistou o ouro olímpico em Pequim, liderando uma geração de ouro que incluía nomes como Di María, Agüero e Mascherano, com campanha perfeita e vitória sobre a Nigéria na decisão. Mas o caminho rumo aos títulos de seleção principal foi mais sinuoso. Na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, Messi viveu sua melhor atuação em Mundiais até então, com 4 gols e 1 assistência, levando a Argentina à final - perdida para a Alemanha na prorrogação. Ainda assim, recebeu a Bola de Ouro do torneio. As frustrações se acumularam em três finais perdidas de Copa América, o que o levou a cogitar a aposentadoria da seleção em 2016.

A consagração: Copa América, Copa do Mundo e nova Copa América

A virada veio em 2021, quando a Argentina finalmente venceu a Copa América, superando o Brasil por 1 a 0 na decisão, com Messi sendo eleito o melhor jogador do torneio ao lado de Neymar. Um ano depois, aos 35 anos, ele alcançou o auge: campeão mundial no Catar, com atuação de 7 gols e 3 assistências, incluindo dois gols na final contra a França, decidida nos pênaltis após 3 a 3 na prorrogação. O título rendeu sua segunda Bola de Ouro de Copa do Mundo e consolidou seu lugar como o maior jogador da história. Em 2024, já com 37 anos, ele somou mais um troféu continental, batendo a Colômbia na final da Copa América.

O capítulo final na Copa de 2026

Mesmo aos 39 anos, com quatro troféus internacionais no currículo, Messi seguiu sendo convocado por Lionel Scaloni e brilhou na Copa do Mundo de 2026, marcando oito gols - incluindo um hat-trick na estreia contra a Argélia - e distribuindo quatro assistências, levando a Argentina a uma segunda final seguida. A derrota para a Espanha na decisão não diminuiu o legado construído ao longo de duas décadas. Com a despedida contra o Benin nesta terça-feira, encerra-se oficialmente uma das trajetórias mais extraordinárias já vistas em uma camisa de seleção.